domingo, 8 de julho de 2007

"Antiquada", pensava ele. Há anos ela fazia a mesma coisa. Sentava-se em sua poltrona com um caderninho e um lápis nas mãos e passava horas intercalando tempestades de pensamentos com minutos de escrita incansável. Por que raios ela preferia escrever daquela forma? Riscava sem precisão as palavras que errava, voltava atrás em suas idéias. Não apagava nada, nada. Ao terminar, sua obra prima parecia mais um papel rabiscado digno apenas de uma lixeira. Ele a olhava com desdém. O computador era um jeito mais prático, mais limpo, mais rápido. Qual seria o problema daquela mulher?


Mas eram incríveis as maravilhas que saíam da ponta daquele lápis. Lápis esse que refletia o âmago de seu cérebro feroz.

2 comentários:

000 disse...

Sim... muito antiquada. Mas isso é charme! Mostra como é única.
Seria "ela" você, criatura?
Assumirei que sim! E me fez querer fazer meu próprio blog, independente do traumatista. Inundado por frases soltas e sem sentido.
Mas afinal... concordo com tudo o que foi dito! Tudo! E não estou rindo! Não! Realmente não estou! Digo mais! Mas não vou dizer por que deu uma cansera agora... mas depois quem sabe?
BeloBlog
;*

Ramos disse...

Essa aí eh vc??
gostei mto!! mas c podia se indentificar...
heuehueheu
belo poust!